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terça-feira, setembro 21, 2004

PONTO FINAL

Decidimos colocar um ponto final no blog, pois concluímos não estar a cumprir o objectivo para o qual foi criado: permitir a participação dos macedenses na discussão de questões macedenses.
Valeu a pena, mas esgotou-se o espaço e o tempo do blog.
Manteremos os textos on-line por mais algum tempo.
Agradecemos a todos os participantes as suas intervenções.

A equipa do Fórum

terça-feira, setembro 14, 2004

Sócrates defende construção de auto-estrada

Escandaloso.

É desta forma que José Sócrates, candidato à liderança do Partido Socialista, classifica a não construção de uma auto-estrada que sirva Trás-os-Montes.

Na passagem por Bragança, em campanha para as eleições internas do partido, o dirigente socialista manifestou uma profunda consternação pelo facto de o Governo continuar reticente quanto ao prolongamento da A4 até à capital de distrito.

José Sócrates considera essencial este tipo de infra-estruturas, uma vez que é um dos factores de desenvolvimento para a região.

Além da falta de investimento público, o dinamismo económico que tanta falta faz no interior só pode ser encarado, segundo José Sócrates, com o desenvolvimento das acessibilidades rodoviárias.

O candidato a secretário-geral do partido rosa acrescenta que o desenvolvimento de Bragança deve também passar por uma aposta no ensino superior.

No entanto, José Sócrates não se pronunciou sobre a elevação do Instituto Politécnico de Bragança a universidade, referindo apenas que o fundamental é apostar num ensino superior de qualidade.

Num encontro com as estruturas empresarias da região, o dirigente socialista ficou a par do estado de espírito dos empresários que classifica de grande desolação e frustração em relação á falta de incentivos.

Por isso, considera urgente o surgimento de um novo projecto político para Portugal de forma a mobilizar os cidadãos e a apostar também no país.

Ontem à noite apresentou moção aos militantes socialistas em Bragança, propondo uma alternativa política para o partido com maior visão estratégica, apostando na inovação e empreendedorismo e espírito de iniciativa.

in RBA

Nota de José Madalena:

Tive ocasião de, nos órgãos próprios do meu partido, discordar da ideia peregrina de fazer depender o prolongamento da A4 entre Vila Real e Bragança de um estudo de tráfego. E a minha opinião é esta: existia uma promessa eleitoral de Durão Barroso (engºJosé Sócrates, é bem fácil fazer promessas, o pior é cumpri-las...)e como entendo que os contratos eleitorais são para ser cumpridos, adiante com o prolongamento da A4, pois foi concerteza a falta de um bom estudo de evolução de tráfego que fez com que o IP4 não fosse projectado como auto-estrada. E quanto a portagens, a minha opinião é esta: se o prolongamento da A4 for feita a partir do alargamento do IP4, não deverão existir portagens; se o prolongamento da A4 for feito de raiz, em alternativa ao IP4, aceito que existam portagens.´

quarta-feira, setembro 08, 2004

Rodonorte “viola” acordo com a Câmara

Os moradores da rua Viriato Martins, em Macedo de Cavaleiros, acusam a Rodonorte de continuar a parar os autocarros em frente aos escritórios da empresa, “violando” assim um acordo que a própria empresa estabeleceu com a Câmara local, em 1992, no sentido dessa operação ser feita “na baia interior junto ao jardim S. Francisco”. Os populares alegam “perigo” para a segurança das pessoas e problemas de trânsito, mas queixam-se ainda da “falta de higiene” dos utentes, por não haver ali casa- -de-banho, recipientes para o lixo nem bancos de espera.


A transportadora Rodonorte utiliza a frente do escritório da empresa em Macedo de Cavaleiros, na rua Viriato Martins, como paragem dos seus autocarros, uma situação que não agrada aos moradores e da qual o Semanário TRANSMONTANO já deu conta por duas vezes. No entanto, o caso piorou no sábado passado, quando um autocarro da Internorte (pertencente à Rodonorte), que se destinava a transportar emigrantes para França, esteve parado naquele local, com o motor a trabalhar, “durante uma hora”. Um dos moradores, que prefere não ser identificado, diz que fez vários apelos ao motorista do veículo para por fim àquele cenário, mas garante que, além de não o conseguir, ainda foi “insultado” pelo funcionário. Por isso, o morador decidiu voltar a reclamar, tal como já tinha feito há 12 anos, junto da Câmara local.
Em Fevereiro de 1992, depois dos moradores da rua Viriato Martins terem reclamado, por esse motivo, junto da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, a gerência da então denominada Cabanelas e hoje designada Rodonorte reuniu-se com a autarquia, tendo sido acordado que, tal como faziam as outras empresas (Rodoviária, Santos e Joalto), os autocarros da Cabanelas passa-riam a utilizar “a baia do interior do jardim de S. Francisco” para a paragem dos seus autocarros. Só que os motoristas da Rodonorte voltaram a utilizar o local em frente ao escritório da empresa como paragem dos veículos, “violando” assim o dito acordo e “ignorando” os apelos dos moradores para que este fosse cumprido.
As “chamadas de atenção” para este caso foram mais fortes quando, devido à paragem dos autocarros na rua, foram atropelados uma idosa de Santa Combinha e um adolescente de 12 anos que morava na cidade. Apesar destes acidentes, e mesmo tendo conhecimento da permissão de estacionamento de carros ligeiros ao longo do passeio da rua frontal aos escritórios da empresa, os motoristas da Rodonorte continuaram a utilizar aquele espaço como paragem dos autocarros.
Do acordo estabelecido com a Câmara também fazia parte o requisito de que a empresa “manteria abertas as instalações sanitárias dos seus escritórios, possibilitando assim o seu uso pelos passageiros”. Só que, segundo os moradores daquela rua, “algumas pessoas utilizam as traseiras do prédio de que faz parte o escritório para fazer as necessidades fisiológicas”.
Os moradores queixam-se também que, por não haver recipientes próprios ali por perto, os passageiros lançam lixo e sacos de vómitos para os quintais vizinhos. E acrescentam ainda que, como não há bancos no exterior do escritório, os utentes se sentam no gradeamento das vedações das casas, utilizando as floreiras ali existentes para lançar as pontas dos cigarros.
O Semanário TRANSMONTANO tentou ouvir a Câmara de Macedo de Cavaleiros sobre este assunto, mas o presidente da autarquia, Beraldino Pinto, está de férias e ninguém quis prestar declarações. Contactada a Rodonorte em Vila Real, esta remeteu explicações para a Santos Viagens, que é agora a responsável por aquela empresa, mas, apesar de várias tentativas, não foi possível chegar à fala com ninguém da administração.

in Semanário Transmontano



Sucatas sem locais apropriados para se instalarem

Segundo a legislação que regula o depósito de sucata, este tipo de resíduos só pode ter dois destinos: parques de sucata de iniciativa camarária ou parques industriais previstos para o efeito no Plano Director Municipal (PDM). No entanto, a verdade é que, para já, a maioria das autarquias transmontanas nem construíram os ditos parques, nem tão pouco alteraram os PDM’s, no sentido de os privados que se dedicam a esta actividade aí se poderem instalar. Resultado: com maior ou menor intensidade, surgem depósitos de sucata espalhados por lugares sem o mínimo de condições. E algumas Câmaras só agora começam a dar os primeiros passos para resolver a situação.


É assim um pouco por toda a região de Trás-os-Montes e até no país. Os depósitos de sucata encontram-se espalhados por vários locais e sem obedecer ao mínimo de condições ambientais para este tipo de actividade.
Mas, segundo a Lei (decreto-lei nº 268, de 28 de Agosto de 1998), que regula o depósito de sucata, este tipo de resíduos só pode ter dois destinos: parques de sucata de iniciativa camarária ou parques industriais previstos para o efeito nos Planos Directores Municipais. No entanto, apesar da Lei em causa já ter seis anos, a verdade é que a maioria das autarquias transmontanas nem construíram os ditos parques, nem tão pouco criaram esses espaços nos PDM’s. Algumas delas só agora começam a dar os primeiros passos nesse sentido.
Em Chaves, por exemplo, segundo dados da autarquia, são treze as sucatas espalhadas pelo concelho, em locais onde não estão reunidas as condições mínimas para a localização deste tipo de actividade. O presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Batista, reconhece que, neste momento, esta é uma área que “está sem rei nem roque”. Mas assegura que poderá alterar-se. “Já avançámos com uma proposta de localização de um futuro parque, com todas as condições, que solucionará o problema”, revelou o autarca. Segundo João Batista, o parque em causa, com cerca de dez hectares localizar-se-á, nas ime-diações do futuro parque empresarial, que irá nascer em terrenos da freguesia de Outeiro Seco. E será ali que, de futuro, se concentrarão todas as sucatas existentes no concelho e, eventualmente, de todo o Alto Tâmega e Barroso. “Estamos abertos a essa hipótese”, assegurou João Batista.
Além de ainda não ter nenhum parque de sucata operacional, a Câmara de Chaves também não tem nenhum parque automóvel para depositar carros abandonados na via pública. Esta situação faz com que estes veículos fiquem meses intermináveis a atravancar vias. Foi o que aconteceu, por exemplo, na rua de Santa Maria, em pleno centro histórico, onde um carro esteve abandonado e a ser alvo de vandalismo durante quase cinco meses.

Sucatas públicas
recolhidas em Bragança

Em Bragança, a falta de locais específicos para acolher sucatas particulares também é um facto. E, neste concelho, para já, nem sequer há a ideia de delinear um espaço específico para esse fim. A autarquia brigantina assegura apenas a resolução dos problemas de viaturas abandonadas nas ruas e das sucatas e ferro-velho depositados em terrenos públicos. Segundo o vice-presidente da Câmara, Rui Caseiro, o município tem um parque onde a PSP deposita os carros degradados abandonados pela cidade. A partir do momento em que os carros entram no parque, as pessoas têm um prazo para reclamações, caso não o façam, explica Rui Caseiro, as viaturas vão para desmantelamento. Para dar um fim a esses carros, a Câmara de Bragança procede à abertura de um concurso público, “com vista à venda de sucata a empresas”. Esta situação também se verifica em Vila Real.
No entanto, em Bragança, pior que os carros abandonados pelas ruas da cidade, são os casos de viaturas em fim de vida e outros ferros-velhos largados nos espaços verdes, alguns incluídos em Parques Naturais. Para acabar com esta situação, que ainda representa um grave problema na região, os 12 concelhos do distrito de Bragança e o município de Foz Côa assinaram um protocolo com uma empresa intermunicipal, sedeada em Mirandela, que recolhe os carros em fim de vida e outras sucatas públicas. Trata-se da empresa intermunicipal Resíduos do Nordeste EIM, que iniciou a sua actividade em Abril de 2003. No Alto Tâmega, uma empresa intermunicipal da mesma natureza apenas recolhe ferro-velho, os chamados “monstros domésticos” (frigoríficos, fogões...).
Para o responsável pela empresa intermunicipal sedeada em Mirandela, Paulo Praça, o grande problema na produção de sucata está relacionado com a actividade empresarial, sector onde a Resíduos do Nordeste não tem responsabilidades.
Por sua vez, a Câmara de Macedo de Cavaleiros, onde há duas grandes sucatas (uma na zona da Barragem do Alto da Camba e outra Junto ao IP4, perto da quinta de Vale Pradinhos), garante que, com a revisão do PDM, será contemplado um espaço reservado à sucata. “Actualmente não há sítio para as meter, não há nada legalizado, qualquer sítio para onde as mandássemos seria ilegal”, disse o vice-presidente da autarquia, Duarte Moreno.

(*) com Fátima Garcia
e Stéphanie Bernardo


Sucatas em locais impróprios
Impactos negativos

Além do impacto visual que um amontoado de sucata pode provocar, o depósito destes resíduos em locais sem quaisquer condições para o efeito pode ter outras consequências mais graves. Ao nível do solo e das águas superficiais (rios e albufeiras) e subterrâneas, por exemplo, há risco de contaminação, através de elementos provenientes dos veículos, tais como gasolina, óleo mineral, entre outros compostos.
Outro dos risco de sucatas sem gestão adequada pode revelar-se ao nível da poluição do ar, uma vez que este material apresenta um risco de combustão acrescido.
A localização de sucatas em locais impróprios pode ainda acarretar ruídos, decorrentes da utilização da maquinaria própria para esta actividade.

in Semanário Transmontano


Sucatas sem locais apropriados para se instalarem

Segundo a legislação que regula o depósito de sucata, este tipo de resíduos só pode ter dois destinos: parques de sucata de iniciativa camarária ou parques industriais previstos para o efeito no Plano Director Municipal (PDM). No entanto, a verdade é que, para já, a maioria das autarquias transmontanas nem construíram os ditos parques, nem tão pouco alteraram os PDM’s, no sentido de os privados que se dedicam a esta actividade aí se poderem instalar. Resultado: com maior ou menor intensidade, surgem depósitos de sucata espalhados por lugares sem o mínimo de condições. E algumas Câmaras só agora começam a dar os primeiros passos para resolver a situação.


É assim um pouco por toda a região de Trás-os-Montes e até no país. Os depósitos de sucata encontram-se espalhados por vários locais e sem obedecer ao mínimo de condições ambientais para este tipo de actividade.
Mas, segundo a Lei (decreto-lei nº 268, de 28 de Agosto de 1998), que regula o depósito de sucata, este tipo de resíduos só pode ter dois destinos: parques de sucata de iniciativa camarária ou parques industriais previstos para o efeito nos Planos Directores Municipais. No entanto, apesar da Lei em causa já ter seis anos, a verdade é que a maioria das autarquias transmontanas nem construíram os ditos parques, nem tão pouco criaram esses espaços nos PDM’s. Algumas delas só agora começam a dar os primeiros passos nesse sentido.
Em Chaves, por exemplo, segundo dados da autarquia, são treze as sucatas espalhadas pelo concelho, em locais onde não estão reunidas as condições mínimas para a localização deste tipo de actividade. O presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Batista, reconhece que, neste momento, esta é uma área que “está sem rei nem roque”. Mas assegura que poderá alterar-se. “Já avançámos com uma proposta de localização de um futuro parque, com todas as condições, que solucionará o problema”, revelou o autarca. Segundo João Batista, o parque em causa, com cerca de dez hectares localizar-se-á, nas ime-diações do futuro parque empresarial, que irá nascer em terrenos da freguesia de Outeiro Seco. E será ali que, de futuro, se concentrarão todas as sucatas existentes no concelho e, eventualmente, de todo o Alto Tâmega e Barroso. “Estamos abertos a essa hipótese”, assegurou João Batista.
Além de ainda não ter nenhum parque de sucata operacional, a Câmara de Chaves também não tem nenhum parque automóvel para depositar carros abandonados na via pública. Esta situação faz com que estes veículos fiquem meses intermináveis a atravancar vias. Foi o que aconteceu, por exemplo, na rua de Santa Maria, em pleno centro histórico, onde um carro esteve abandonado e a ser alvo de vandalismo durante quase cinco meses.

Sucatas públicas
recolhidas em Bragança

Em Bragança, a falta de locais específicos para acolher sucatas particulares também é um facto. E, neste concelho, para já, nem sequer há a ideia de delinear um espaço específico para esse fim. A autarquia brigantina assegura apenas a resolução dos problemas de viaturas abandonadas nas ruas e das sucatas e ferro-velho depositados em terrenos públicos. Segundo o vice-presidente da Câmara, Rui Caseiro, o município tem um parque onde a PSP deposita os carros degradados abandonados pela cidade. A partir do momento em que os carros entram no parque, as pessoas têm um prazo para reclamações, caso não o façam, explica Rui Caseiro, as viaturas vão para desmantelamento. Para dar um fim a esses carros, a Câmara de Bragança procede à abertura de um concurso público, “com vista à venda de sucata a empresas”. Esta situação também se verifica em Vila Real.
No entanto, em Bragança, pior que os carros abandonados pelas ruas da cidade, são os casos de viaturas em fim de vida e outros ferros-velhos largados nos espaços verdes, alguns incluídos em Parques Naturais. Para acabar com esta situação, que ainda representa um grave problema na região, os 12 concelhos do distrito de Bragança e o município de Foz Côa assinaram um protocolo com uma empresa intermunicipal, sedeada em Mirandela, que recolhe os carros em fim de vida e outras sucatas públicas. Trata-se da empresa intermunicipal Resíduos do Nordeste EIM, que iniciou a sua actividade em Abril de 2003. No Alto Tâmega, uma empresa intermunicipal da mesma natureza apenas recolhe ferro-velho, os chamados “monstros domésticos” (frigoríficos, fogões...).
Para o responsável pela empresa intermunicipal sedeada em Mirandela, Paulo Praça, o grande problema na produção de sucata está relacionado com a actividade empresarial, sector onde a Resíduos do Nordeste não tem responsabilidades.
Por sua vez, a Câmara de Macedo de Cavaleiros, onde há duas grandes sucatas (uma na zona da Barragem do Alto da Camba e outra Junto ao IP4, perto da quinta de Vale Pradinhos), garante que, com a revisão do PDM, será contemplado um espaço reservado à sucata. “Actualmente não há sítio para as meter, não há nada legalizado, qualquer sítio para onde as mandássemos seria ilegal”, disse o vice-presidente da autarquia, Duarte Moreno.

in Semanario Transmontano



sexta-feira, agosto 27, 2004

Património arqueológico de Macedo não está em risco


A construção da barragem do baixo Sabor não representa risco para o património arqueológico de Macedo de Cavaleiros.
É pelo esta a opinião dos técnicos que estão a trabalhar no projecto da carta arqueológica do concelho.
Em finais do mês de Fevereiro a autarquia pediu à Associação Terras Quentes, a parceira no projecto de elaboração da carta arqueológica, que averiguasse se a construção do empreendimento hidroeléctrico do Sabor teria implicações com o património arqueológico de Macedo.
Senna Martinez, director científico que coordena o projecto de execução da carta arqueológica, diz que depois de batida a área, conclui-se que essa riqueza histórica está a salvo uma vez que se situa acima da linha de enchimento da barragem.
Inicialmente, o objectivo deste projecto era colocar no mapa arqueológico nacional o concelho de Macedo de Cavaleiros.
Este é o primeiro de quatro anos para a execução dos trabalhos.
No entanto a parceria começou há três anos e nessa altura nada se conhecia sobre o passado arqueológico do concelho.
Neste momento há vestígios de povoamento neolítico e romano, da idade média antiga, do bronze e do ferro.
A carta arqueológica de Macedo pode também ser um importante instrumento de planeamento para a autarquia.
Com este projecto, a autarquia pretende valorizar o património arqueológico, paisagístico e ambiental fazendo ao mesmo tempo o aproveitamento turístico e cultural dessas potencialidades.
Beraldino Pinto, presidente da câmara de Macedo de Cavaleiros, admite que um dia mais tarde, quando terminarem os trabalhos, Macedo vai ter muitos motivos para visitar certos locais.
As intervenções arqueológicas deste verão começaram em finais de Junho e vão prolongar-se até ao dia 17 de Setembro.
Jovens voluntários portugueses e estrangeiros participam nos trabalhos de campo.
São seis equipas, cada uma tem a cargo um grupo de freguesias do concelho.
Este grupo de arqueólogos está concentrado no Núcleo de Salselas do Parque Natureza do Azibo.
Um espaço que estava inactivo e já em vias de degradação.
Foi construído há sete anos com o objectivo de ali instalar um centro de recuperação de aves que acabou por não ser implementado porque o Instituto de Conservação da Natureza não abraçou o projecto.
Por isso a autarquia recuperou-o para agora receber a equipa responsável pelo estudo arqueológico de Macedo.
Ali vai ser também instalado um núcleo museológico com espaço para exposição, uma forma de dinamizar também aquele local.

in RBA

quarta-feira, agosto 25, 2004

Rui de «bronze» nos 1500 m
Rui Silva conquistou esta noite a medalha de bronze na final dos 1500 metros dos Jogos Olímpicos de Atenas2004, levando a que seja hasteada, mais uma vez, a bandeira portuguesa, ao percorrer a distância em 3.34.68 minutos
ASF Durante toda a prova na cauda do pelotão, o atleta portuguese voltou a utilizar a sua estrategia de só arrancar na última volta. E, assim, com muito sucesso, ultrapassou todos os seus adversários... à excepção do queniano Bernard Lagat e do marroquino El Guerrouj, que terminou a prova com o tempo de 3.34.18m

in A bola

terça-feira, agosto 24, 2004

Macedo com companhia de teatro residente

A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros e a companhia de teatro “Peripécia” assinaram um protocolo para que esta formação de actores se fixe na cidade. Assim, a autarquia comprometeu-se a ceder ao grupo instalações na sede do Cube Atlético e os artistas concordaram não só em fixar a sua residência permanente em Macedo e aqui desenvolver a sua actividade, mas também em dar formação aos jovens do concelho que se mostrem interessados em ser actores.
O grupo acordou também que iria produzir 10 espectáculos anuais para o público do município, assim como participar em eventos “de interesse local”, nomeadamente comemorações, seminários e dinamização da biblioteca, realizando sessões de hora do conto e ateliês para crianças.
Faz ainda parte do protocolo a organização de uma mostra anual de artes do espectáculo.
Em contrapartida, além das referidas instalações, a autarquia compromete-se a atribuir à companhia um subsídio anual e a ceder o auditório do Centro Cultural, “sempre que esse uso não colida com necessidades de utilização por parte da Câmara”.
“Peripécia” é um projecto com carácter internacional iniciado por três actores/encenadores – Sérgio Agostinho, Noelia Dominguez e Angel Fragua –, com experiência profissional em Portugal e Espanha, tendo já trabalhado colectivamente em vários projectos.
Nos horizontes da “Peripécia” está “um trabalho de grande inovação no campo das artes cénicas em Portugal e Espanha no que respeita à qualidade e rigor do trabalho de actor aliada a novos conceitos narrativos”.

in Semanário transmontano

Poder de compra português foi o que menos progrediu

O poder de compra dos portugueses foi o que menos progrediu desde 1995 entre os quatro Estados-membros que nos últimos dez anos mais beneficiaram dos fundos estruturais da União Europeia, segundo um estudo do Eurostat divulgado hoje (ontem).
O relatório do organismo responsável pelas estatísticas comunitárias indica que o poder de compra dos portugueses passou de 73 por cento da média europeia em 1995 para 75 por cento em 2003.
Em Espanha, o poder de compra passou, no mesmo período, de 87 para 95 por cento e na Grécia, outro país com um grau de desenvolvimento económico idêntico ao português, subiu de 72 para 80 por cento da média europeia.
Contudo, o melhor aluno de Bruxelas foi a Irlanda, que nos últimos dez anos viu o seu poder de compra passar de 99 por cento da média europeia para 131 por cento.
O estudo do departamento de estatística da UE utiliza o PIB (Produto Interno Bruto) em Paridades de Poder de Compra (PPP), uma unidade que permite comparar a capacidade de compra dos cidadãos dos diferentes países apesar das diferenças de preços entre eles.
Ainda segundo este estudo, o poder de compra dos portugueses em relação à média da actual União Europeia (25 países), aumentou de 1995 (73 por cento) até 1999 (77), tendo em seguido estagnado durante três anos consecutivos e sofrido uma diminuição em 2003 (75).
Os luxemburgueses consolidaram o seu lugar como o membro da UE mais rico, com um PIB por habitante medido em PPP que passou de 179 por cento da média dos 25 para 200 em 2003. De assinalar ainda os altos e baixos dos "grandes" Estados-membros: Reino Unido passou de 111 para 119 por cento; a França de 115 para 113; Alemanha de 119 para 108; e a Itália de 115 para 107.
Portugal só escapa ao fim da lista devido à adesão dos novos dez Estados-membros, muitos dos quais registaram, ainda assim, crescimentos superiores ao português: a Hungria passou de 50 para 61 por cento, a Eslováquia de 45 para 51 e a Polónia de 41 para 46.

in Público

domingo, agosto 22, 2004

Francis Obikwelu medalha de prata

Está conquistada a segunda medalha de prata para Portugal nestes Jogos Olímpicos de Atenas2004. A marca de Francis Obikwelu (9.86) permite ao atleta português obter novo recorde da Europa e de Portugal.
Duas horas depois de ter sido segundo classificado nas meias-finais, Francis Obikwelu terminou a final dos 100 metros em segundo lugar.
Depois de Sérgio Paulinho, no ciclismo, a segunda medalha lusa veio do atletismo, afinal a maior esperança portuguesa.
Obikwelu faz a festa no Estádio Olímpico com os portugueses.


in A Bola

sexta-feira, agosto 20, 2004

TGV já não passa na Sanabria

A região de Trás-os-Montes pode ficar cada vez mais longe do país vizinho.
O projecto do TGV espanhol que previa uma paragem na Puebla da
Sanabria está em vias de ser cancelado.
A possibilidade do comboio parar naquela estação foi um cenário que se colocou até há pouco tempo, mas que agora parece posto em causa.
Uma má notícia para os dois lados da fronteira, já que a paragem do comboio de alta velocidade aqui ao lado de Bragança, podia beneficiar todo o Nordeste Transmontano.
Uma hipótese que ainda está a ser estudada pelo Governo espanhol, mas, tudo indica, pode vir a ser abandonada.

in RBA

Nota do Fórum:
Este tipo de projectos, com forte comparticipação europeia, deveria comtemplar soluções integradas que, quando necessário, ultrapassem o simples interesse parcelar de cada país para englobar um região transfonteiriça, como julgamos ser o caso.
Se esta notícia se confirmar, perdem-se argumentos na exigência da ligação rápida de Bragança à Puebla da Sanabria, conforme previsto no Plano Rodoviário 2000.
Entendemos que o nosso desenvolvimento económico assentará em boa parte na cooperação com os espanhóis, pelo que se trata de uma má notícia.
Como se já não bastasse o grande atraso na construção da ponte Internacional de Quintanilha, que se prevê concluída apenas em 2006.

quinta-feira, agosto 19, 2004

NA POLÍTICA NÃO VALE TUDO

Ao ler os jornais regionais que se tinham acumulado na minha caixa do correio durante as férias, em dois deles encontrei uma não-notícia similar: o presidente da Comissão Política do CDS-PP de Macedo de Cavaleiros convocou os jornalistas para dizer "cobras e lagartos" da actual Câmara. Entre muitas, houve uma crítica em particular que me chocou, mas vindo de quem vem nada já me admira: que a única acção vísivel no pelouro da Cultura teria sido o apoio dado à concorrente Tatiana no concurso "Big Brother". Não admira que este senhor diga tamanhas asneiras, pois não o tenho visto em qualquer evento cultural promovido pela Câmara.
É para mim inacreditável que alguém que tanto desejou uma coligação (e lugares) com o PSD para as próximas eleições seja agora capaz de tal incoerência política (logo me ocorreu a fábula da raposa e das uvas), mas decerto os eleitores saberão julgar tais comportamentos.
Nada tenho contra o CDS-PP, onde tenho amigos e reconheço pessoas de valor.
Mas é contra esta forma de fazer política do actual líder da Concelhia do PP de Macedo que me bato, porque na política é necessária ética. Não vale tudo.

José Madalena

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